fiagros kinea

fiagros kinea
Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio saltou 15,1%; Incidentes de alto risco podem sofrer este ano (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

Em janeiro, a entrada líquida de Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) atingiu R$ 20,5 milhões em janeiro, mais que dobrando em relação ao mesmo mês de 2023.

Por outro lado, alguns analistas veem 2024 como desafiador para os fundos, pelo menos em termos de emissão.

Segundo Felipe Greco, gerente do Fiagros na Kinea Investimentosos fundos vivem um momento muito forte que tem despertado o interesse dos investidores.

“Os Fiagros vivem pela primeira vez mudanças no ciclo econômico, com juros elevados, e agora o início do corte da taxa Selic. Ao mesmo tempo, vimos alguns fundos com inadimplência. É um processo de amadurecimento da indústria, que entende os riscos”, afirma. “Nossa visão é que esse crescimento acelerado deve se estabilizar neste ano, com um número menor de emissões e grande parte do mercado buscando uma alocação com mais cuidado”, completa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A queda das commodities e da Selic afetará os Fiagros?

Greco destaca que 2023 foi um ano atípico, com colheita recorde, o que contribuiu para o ritmo acelerado de crescimento dos fundos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do setor saltou 15,1% no ano passado.

“Em nossa visão, este ano teremos uma reversão à média. Mesmo com uma colheita menor que a do ano passado, os números ainda são muito relevantes globalmente e para o PIB nacional. A queda da taxa Selic e possíveis oscilações nas commodities poderiam provocar queda nos níveis de renda, mas juros mais baixos também trazem um ambiente mais saudável para a economia”, explica.

O gerente acredita que para produtos com maior nota alta, com uma boa diversificação de emitentes e setores, os impactos deverão ser reduzidos. “Fundos muito concentrados ou com muito alto rendimentopode sofrer mais com essa variação”, finaliza.

Fonte