Aliança Nacional LGBTI+ se manifesta contra ataques homofóbicos a Eduardo Leite durante tragédia no RS

A nota da entidade surge após a veiculação de conteúdo que afirma que as enchentes foram ‘castigo de Deus’ pelo fato do governador ser gay

20 de maio
2024
– 19h33

(atualizado às 19h40)

Resumo
A Aliança Nacional LGBTI+ publicou nota condenando os ataques homofóbicos dirigidos ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), durante as enchentes que assolam o Estado. A organização também apelou às autoridades para investigarem publicações que contenham discurso de ódio homofóbico.




Aliança Nacional LGBTI+ solicita que autoridades investiguem postagens que contenham discurso de ódio contra o governador Eduardo Leite

Aliança Nacional LGBTI+ solicita que autoridades investiguem postagens que contenham discurso de ódio contra o governador Eduardo Leite

Foto: Ver

A A Aliança Nacional LGBTI+ emitiu comunicado repudiando os ataques homofóbicos dirigidos ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), durante as enchentes que assolam o Estado desde o início deste mês. A organização da sociedade civil se manifestou contra a disseminação de conteúdo que diz que a população enfrenta esse desastre ambiental por causa da orientação afetiva sexual do chefe do Executivo gaúcho.

“Repudiamos veementemente as tentativas criminosas de associar a catástrofe natural que assola o estado ao fato do governador ser um homem homossexual”, afirma trecho da nota.

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O posicionamento cita um vídeo que viralizou na semana passada, no qual uma mulher, identificada como Neiva Borges, afirma que o que ocorre no Rio Grande do Sul é a “ira de Deus” causada pela eleição de um homossexual como líder político.

Diante dessa situação, a Aliança Nacional LGBTI+ solicita que as autoridades investiguem postagens que contenham esse tipo de discurso de ódio, já que a LGBTIfobia foi equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2023.

Eduardo Leite e o marido, o médico Thalis Bolzan, firmaram união estável no final de 2023. O tucano foi o primeiro governador do país a se declarar gay publicamente.

Até esta segunda-feira, segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, as enchentes já deixaram 151 mortos e mais de 2,1 milhões de afetados.

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