Imagem interna da galeria de arte de Brent Sikkema em Nova York


O porta-voz do grupo rebelde Houthis, Mohammad Abdul Salam, descreveu os ataques no Iêmen pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido como um “ato persistente de agressão” destinado a salvaguardar Israel, durante uma entrevista à TV Al-Masirah dos Houthis.

Apesar da ofensiva recente, Abdul Salam enfatizou que o grupo armado não irá parar de lançar ataques contra o que ele afirma serem navios “ligados a Israel”.

Os EUA realizaram mais ataques contra os Houthis no Iêmen nesta quinta-feira (18), de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, visando um pequeno número de mísseis anti-navio que se preparavam para lançamento. Esse é o quinto ataque em uma semana.

Essa é a mais recente de uma série de ações contra o grupo apoiado pelo Irã, após ataques significativos liderados pelos EUA na semana passada com o Reino Unido e o apoio de vários outros aliados.

Isso acontece em um contexto de grande tensão no Médio Oriente e de receios de que a guerra entre Israel e o Hamas em Gaza possa se expandir ainda mais para a região.

Horas antes de um ataque dos EUA na quarta-feira (17), os Houthis atingiram um navio de propriedade e operado pelos EUA.

EUA dizem que não estão em guerra

Também nesta quinta-feira (18), o Pentágono afirmou que os Estados Unidos não estão em guerra com os Houthis.

A porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh, afirmou que os ataques dos EUA, incluindo o realizado nesta quinta-feira contra mísseis anti-navio, foram puramente defensivos.

Biden diz que ataques continuarão

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (18) que os ataques contra os Houthis no Iêmen continuarão, mesmo se não conseguirem deter a ofensiva do grupo rebelde contra navios no Mar Vermelho.

“Eles [ataques] estão impedindo os Houthis? Não. Eles vão continuar? Sim”, disse Biden antes de embarcar no Força Aérea Um, avião da Presidência dos EUA, para deixar a Casa Branca.



Fonte