Barcelona pode produzir seu próprio uniforme rompendo com uma marca famosa

Barcelona enfrenta uma possível mudança significativa em sua estrutura de fornecimento uniformescom o presidente Joan Laporta liderando um plano que poderia resultar na produção própria de artigos esportivos do clube.

A empresa BLM, responsável por artigos não esportivos, e uma grande multinacional do setor são peças-chave nesse plano.

Entretanto, aguarda-se uma resposta crucial da Nike, parceira de longa data do clube, relativamente a um possível aumento do investimento para manter a parceria.

Se a divisão for confirmada, poderá levantar questões sobre a transição suave e os riscos financeiros que o Barcelona poderá enfrentar.

Nike pode parar de produzir uniformes do Barcelona – Imagem: Reprodução

Barcelona considera fabricar seu próprio uniforme

O contrato é objeto de análise no clube há meses, sendo cogitada a possibilidade de uma disputa judicial, embora não seja a preferência.

O argumento central do Barcelona é que a Nike não seria substituída por outra marca concorrente, mas sim pelo próprio fornecedor do clube, o que inibe qualquer tipo de concorrência no mercado.

A decisão também tem uma dimensão financeira, esperando-se que a marca Barcelona consiga gerar maiores receitas.

Apesar dos custos adicionais de produção e distribuição, o clube manteria todos os faturamento de vendas. O assunto foi destaque na reunião do conselho de administração realizada nesta quarta-feira, 29, conforme reportagem do Sport.

O que dizem os especialistas?

Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo, destacou a importância da parceria com a Nike como fator atrativo para outros negócios.

Salientou que Barcelona deve procurar os melhores fornecedores e moldar as suas parcerias de acordo com as suas necessidades, permitindo que especialistas realizem o trabalho.

Salviano destacou o quão difícil seria para o clube criar uma estrutura para cada oportunidade comercial, dada a sua grande influência global.

Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, manifestou preocupação com a distribuição ao comentar o modelo de atuação adotado pelos clubes brasileiros.

Ele relatou que, até o momento, esse modelo só tem sido benéfico para clubes de abrangência local ou estadual.

Freitas questionou a lógica e a viabilidade de um clube com alcance global abandonar uma fornecedor estabelecida para criar sua própria marca.

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