Serviços

Serviços
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços disparou para 54,6 em fevereiro, o nível mais alto desde julho de 2022. (Imagem: REUTERS/Caitlin O’Hara)

O setor de Serviços O Brasil ganhou impulso em fevereiro e o crescimento da atividade atingiu o pico de 19 meses em meio à expansão de novos negócios, embora tenha havido pressão sobre os preços, de acordo com uma pesquisa divulgada na terça-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI(sigla em inglês) do S&P Global Services disparou para 54,6 em fevereiro, de 53,1 em janeiro, o nível mais alto desde julho de 2022. A marca de 50 separa crescimento de contração.

O resultado do setor de serviços brasileiro associado ao pico de 20 meses no crescimento da atividade industrial levou o PMI Composto do Brasil para 55,1 em fevereiro, de 53,2 em janeiro. Como resultado, o crescimento da atividade empresarial atingiu o máximo em 19 meses.

“A aceleração do crescimento em ambas as categorias mostra que a maior procura interna impulsionou o ritmo de expansão económica em todo o setor privado, o que é um bom sinal para o PIB do primeiro trimestre”, disse a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

“Parece que a incerteza política diminuiu um pouco, pelo menos por enquanto, com a efetiva recuperação da confiança empresarial devido aos incentivos governamentais e à liberação de investimentos industriais”

Os novos negócios no setor dos serviços, de acordo com a S&P Global, aumentaram ao ritmo mais rápido desde outubro de 2022, com os participantes no inquérito a citarem o fortalecimento da procura por serviços, publicidade eficaz e eventos de vendas bem-sucedidos.

Como resultado, os prestadores de serviços contrataram mais funcionários em tempo integral e meio período em fevereiro, bem como estagiários. Contudo, a taxa global de crescimento do emprego abrandou devido a cortes de custos e capacidade ociosa em algumas empresas.

O mês também foi marcado pelo aumento das pressões inflacionistas, com as empresas a responderem a um aumento mais acentuado das despesas operacionais com o maior aumento dos preços de venda desde maio de 2023.

A sequência de aumentos nos preços médios praticados atingiu quase três anos e meio, com a inflação no máximo em nove meses. As empresas que aumentaram os preços citaram o repasse de tarifas maiores aos clientes.

Os preços dos factores de produção subiram em Fevereiro ao ritmo mais forte em quatro meses, de acordo com o inquérito, com as empresas a citarem pressões salariais, preços mais elevados dos combustíveis e despesas mais elevadas com contas de água, electricidade e seguros.

Ao mesmo tempo, o optimismo atingiu o seu nível mais elevado em quatro meses, com mais de metade dos participantes no inquérito a esperarem que a actividade empresarial aumente no próximo ano. Os incentivos governamentais, os investimentos industriais, a publicidade e as previsões de crescimento das vendas aumentaram as expectativas.

Fonte