greve do banco central pix inflação g20

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“Apesar da economia mais forte, a inflação continua melhor que as expectativas”, diz diretor do Banco Central. (Imagem: Agência Brasil) banco central

A próxima reunião do Comité de Política Monetária (Copom) está marcada apenas para o final do mês, nos dias 19 e 20 de março. Ou seja, há muita água para fluir na economia brasileira até então.

Mesmo assim, a expectativa é de uma redução adicional de 0,50 ponto percentual no Selic. Dessa forma, a taxa básica de juros passaria de 11,25% para 10,75%. No entanto, o Banco Central preste atenção na trajetória inflação.

“Apesar da economia mais forte, a inflação continua melhor que as expectativas”, disse Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, em evento na última sexta-feira (01).

Ele destacou ainda que os dados da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostram que o O menino Não prejudicou tanto o produto natural. Este foi um fator que poderia pressionar os preços dos alimentos.

Segundo Galípolo, os bancos centrais estão mais cautelosos em tirar conclusões sobre a dinâmica da economia e continuam a acompanhar de perto os indicadores para tomar decisões sobre a política monetária.

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Inflação: Resta o último quilômetro

No entanto, nem tudo é cor de rosa. Durante a abertura da reunião dos Ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais do G20, Roberto Campos Neto lembrou que ainda há trabalho a fazer na última milha da desinflação.

“Após a ação sincronizada dos bancos centrais, assistimos a uma redução progressiva da inflação, mas este processo ainda não terminou, ainda há trabalho a ser feito na última milha e os riscos continuam pela frente”, afirmou.

No caso do Brasil, a inflação de serviços ainda pesa muito, tanto que o Copom destacou esse detalhe em seu último aumento.

A fala foi reforçada pelo Diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti.

Em conversa com a imprensa, Destacou que o diagnóstico geral é que, neste momento, todos estão no mesmo caminho de desinflação — embora cada país esteja num grau diferente — mas que “ainda falta o último quilómetro da corrida”.

“Temos que tratar essa etapa final com muito cuidado para podermos garantir que a inflação foi domada”, diz Picchetti. “Isso é fundamental não só para a estabilidade macroeconómica, mas em termos de desigualdade, uma vez que a inflação é o elemento mais perverso para a população menos favorecida”, acrescentou.

O diretor do BC também destacou a riscos de tensões geopolíticas que tem uma ramificação financeira e econômica, além do efeito de penhasco climático para preços.

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