Brasileira vítima de estupro coletivo na Índia responde a críticas na internet

A brasileira vítima de estupro coletivo na Índia e o marido, que também foi agredido, se posicionaram nesta segunda-feira (4) a respeito das críticas que o casal tem recebido na internet.

No perfil que ela e o marido – Fernanda e Vicente – mantêm nas redes sociais para publicar reportagens sobre suas viagens de moto pelo mundo, Fernanda diz que foi criticada pelas circunstâncias em que o casal se encontrava, viajando para um local considerado perigoso.

“Isso (violência) pode acontecer com qualquer pessoa, com sua filha, irmã, mãe e em qualquer país do mundo. Ninguém está livre, isso já aconteceu muitas vezes na Espanha, no Brasil e na América. Então não fale besteira porque estamos na Índia”, disse Fernanda.

Brasileira foi estuprada por sete pessoas na Índia / Reprodução/Redes sociais

“Acampámos em 66 países: Irão, Afeganistão, Paquistão… muitos países que são considerados ‘perigosos’ e nunca tivemos problemas. Pedimos que a justiça seja feita, não apenas para nós, mas para todas as outras mulheres e meninas que passaram por isso.”

Fernanda e Vicente estavam acampados no país na sexta-feira (1º) quando afirmam ter sido agredidos. Na época, Fernanda afirma ter sido estuprada por sete homens, dos quais três suspeitos foram presos, segundo a polícia local.

Anteriormente, a brasileira fez um vídeo com o marido para agradecer o apoio que recebeu e pedir que as pessoas não atuem de forma preconceituosa contra o país asiático.

“Não pensem que a Índia é assim, porque não é verdade”, disse o casal. “Os índios são boas pessoas. Encontramos alguns indesejáveis, mas não podemos generalizar”, acrescentou Fernanda.

Três homens encapuzados suspeitos de estuprar uma turista brasileira e atacar seu companheiro na Índia / ANI News via Reuters

Assistência do Itamaraty

O Itamaraty informou neste domingo (3) que a embaixada do Brasil em Nova Délhi, capital da Índia, está monitorando e prestando “toda a assistência consular cabível” à brasileira que foi estuprada por sete homens no estado de Jharkhand.

Em nota, o Itamaraty afirmou que tem prestado atendimento em coordenação com a embaixada espanhola, visto que a brasileira, casada com espanhol, tem dupla cidadania.

“Imediatamente após tomar conhecimento dos fatos, a embaixada do Brasil em Nova Délhi buscou contato com o cidadão brasileiro e com as autoridades locais. Ao mesmo tempo, diante da informação da dupla nacionalidade brasileira e espanhola, a embaixada brasileira coordenou com a embaixada espanhola, que informou estar prestando assistência consular às vítimas”, relatou.

(Publicação de Gustavo Zanfer, com informações de Jussara Soares, da CNNe Renata Okumura, do Estadão Conteúdo)

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